Feedback de volta em “Dose Dupla” com os Planet Hemp

Djodje

Depois de um consideravel periodo fora do ar, o blog mais preguicoso da blogosfera criola volta a activa em “Dose Dupla” com os brasileiros Planet Hemp. Especie de Beastie Boys misturado com Cypress Hill na sua versao Vera Cruz, os acelerados Planet hemp foram uma das mais importantes bandas dos finais dos anos 90 a invadir a terra de Ronaldinho, Lula e Roberto Carlos. Formados na conturbada cidade do Rio de Janeiro em 1993 pelas mentes perversas de Marcelo D2 e Skunk, os Planet Hemp iriam ficar conhecidos na sua historia pela sua fusao de Hip Hop, Rock, Hardcore e Ragga e letras apologistas a Marijuana de fazer inveja a Robert Nesta Marley. Com criticas venenosas dirigidas ao corrompido sistema politico e a violenta PM (Policia Militar) brasileira, os Planet Hemp acabariam por criar uma horda de fieis seguidores dentro da juventude brasileira bem como uma legiao de inimigos defensores dos valores da familia e moral que acabaram com que de quando em vez, e com muito “strilhu” a mistura, a banda do problematico D2 fosse “dji cana” aqui e ali por solo brasileiro. Tendo na carteiraalbuns classicos da contravencao sonora como “Usuario” (1995), “Os caes ladram…” (1997) e hinos da rebeldia como “Mantenha o respeito”, “Legalize ja”, “Porcos fardados” entre outros, os Planet Hemp acordam o adormecido Feedback com o melhor do Hip Hop Rock brasileiro.

Fumaca em “Dose Dupla” no Feedback com os Planet Hemp

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Voce ja ouviu falar em Nes?

Djodje

Nascida em Portugal mas com ADN bem “di terra”, a cantora Nes, aka Vanessa Barros, e a voz da vez a trazer a sua musica ao blog Feedback. Criada por entre Portugal, Cabo Verde, Alemanha e actualmente a residir na Holanda, esta cidada criola do Mundo iniciou sua viajem pelo mundo da musica em 2000. Fa de Drum’n’Bass, Funk, Soul e o bom R&B, Nes viria tambem a enquadrar as sonoridades criolas ao seu trabalho, tendo lancado em 2009 seu primeiro registo intitulado “All I Need” que lhe rendeu boas criticas e animo cada vez maior para continuar a trilhar sua carreira artistica. Apesar duma estrada promissora e varios concertos realizados “na txon d’Holanda”, Nes viria a afastar-se dos palcos em 2011 por motivos de saude, sendo seu regresso aos palcos feito somente em 2016 com uma nova abordagem musical e temas cantados na lingua de Cabral. Desconhecida da maioria da audiencia do Feedback – e com um interessante arquivo em plataformas como o Soundcloud – Nes torna-se assim mais uma artista longe das luzes da ribalta a constar no blog pirata.

Do Pais das Tulipas para o Feedback: Nes

Throes + The Shine: quando o Rock e o Kuduro se encontram nos palcos

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Mais uma desconhecida banda a aterrar sem aviso no Feedback, o blog pirata tem o prazer de compartilhar com a sempre sele(c)ta audiencia os luso-angolanos Throes + The Shine. Formados na cidade do Porto em 2011 por duas bandas em 1 – falamos do duo lusitano Throes e da dupla angolana The Shine – este singular colectivo vindo da terra de Camoes com guitarras Rock, muitas batidas pelo meio adicionadas a overdoses de rimas ao melhor estilo “bue”, os Throes + The Shine contam na sua carreira com diversos trabalhos lancados, sendo de destacar “Rockuduro” (2012) bem acolhido pelos seguidores dos Buraka Som Sistema e visto pela midia como mais uma nova banda “Made in Pt” com sotaque de Luanda a invadir as pistas de danca de Lisboa e do resto da Europa. Com “Mambos de Outros Tipos” (2014) acelerando pela Lusitania e passando a fronteira rumo a festivais pela Belgica, Franca, Holanda e outras dancantes paragens,  os Throes + The Shine viriam a reforcar seu espolio discografico (e fama) com outros registos como “Batida”, “Tipo Ya” “Hoje e Festa” seguido do lancamento de “Wanga” (2016) que contou com a participacao de diversos nomes da praca da musica electronica tuga e internacional como Da Chick, Pierre Kwenders entre outros, num autentico cruzamento sonoro de tendencias dancantes “worldwide” que chegam assim de forma acelerada no Feedback.

Rockuduro = Throes + The Shine

Do Jazz para o Funana “old school” de Bitori Nha Bibinha no Feedback

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Historico tocador de gaita de Santiago que em Maio ultimo foi homenageado no glamoroso CVMA versao 2017, Bitori Nha Bibina e a sua gaita visitam o blog Feedback para contentamento da nossa audiencia apreciadora do melhor Funana “fincadu si”. Com uma carreira iniciada na epoca do Colonialismo quando o Funana era reprimido pelos “mandrongos” antes de ser perpetuado posteriormente pelos Bulimundo de Katchas, Bitori Nha Bibinha, aka Victor Tavares, so viria a ver seu trabalho (re)conhecido decadas depois com o lancamento em 1997 de “Bitori Nha Bibina” que anos mais tarde, mais precisamente em 2016, seria reeditado com o nome de “Legend of Funana” pela editora Analog Records (Alemanha). Mestre de um estilo que conta nas suas fileiras com outras grandes lendas como Sema Lopi ou Code di Dona, o longo percurso de Bitori Nha Bibinha na musica tradicional de Cabo Verde fica tambem marcado pela sua parceria com Chando Graciosa por entre muitos palcos europeus nos anos 90 que o ajudaram a cimentar seu nome como um dos maiores mestres do Funana. Famoso por temas como “Tchora Pobreza” ou “Bitori Nha Bibinha”, este musico sempre na “descontra” quando o assunto se trata de receber homenagens tardias, chega entao ao Feedback com o melhor do Funana “old school”.

Bitori Nha Bibinha, a lenda do Funana no blog sem acento(s)

Feedback em “Dose Dupla” no Burkan com Camilo Montrond Fontes

Djodje

Em mais uma incursao pelo Cabo Verde musical, Feedback, o blog “di terra”, viaja para o Fogo para conhecer o trabalho de Camilo Montrond Fontes. Jovem trovador de Cha das Caldeiras, este foguense de gema ficou conhecido nos ultimos anos como uma das novas caras da musica tradicional vinda da famosa Cha, comunidade que em 2014 foi abalada por uma erupcao vulcanica que destruiu boa parte deste historico povoado. Cantando nas suas musicas a dura vida de Cha – os novos Rebelados do Sec. XXI – Camilo Montrond Fontes tem no seu percurso musical dois trabalhos lancados: “Saluss” de 2013 e “Simplicidade” de 2015, ambos pela produtora austriaca Nos Ku Nhoz. Trazendo no seu ultimo album as sonoridades tradicionais do Fogo condimentadas com outras influencias musicais criolas que fazem lembrar nomes como Norberto Tavares e Vadu, Camilo Montrond Fontes chega assim ao Feedback com dois bons momentos “di terra” vindos do sempre quente (e peculiar) Burkan.

Os sons do Burkan em “Dose Dupla” com Camilo Montrond Fontes

Death Grips instalam o caos sonoro no Feedback

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Catalogados pela critica com o singelo titulo duma das bandas mais caoticas do a(c)tual cenario alternativo, os “mercanuz” Death Grips trazem ao Feedback a sua louca sonoridade que tem vindo a fazer mazelas um pouco por todos os 4 cantos do Mundo. Formados em 2010, os Death Grips lancariam em 2011 seu primeiro trabalho intitulado “Exmilitary”. Numa esquizofrenica fusao de Hip Hop com Electronico, Punk e Metal, o posterior e super acelerado “The Money Store” de 2012 levaria este colectivo a percorrer os EUA espalhando a (des)ordem do caos por todos os bares e festivais por onde passaram. Envoltos na filosofia DYI (Do It Yourself) pouco dado ao corporativismo, os Death Grips iriam lancar em 2013 “Goverment Plates”, album que circulou “for free” pela Net para contentamento da crescente legiao de seguidores deste caotico trio americano. Com a critica rendida a furia sonora vinda de outros posteriores trabalhos como “The Powers That B” (2014) e “Bottomless Pit” (2015), o afamado caos sonoro marca entao presenca no Feedback com este louco trio vindo dos States.