Throes + The Shine: quando o Rock e o Kuduro se encontram nos palcos

Djodje

Mais uma desconhecida banda a aterrar sem aviso no Feedback, o blog pirata tem o prazer de compartilhar com a sempre sele(c)ta audiencia os luso-angolanos Throes + The Shine. Formados na cidade do Porto em 2011 por duas bandas em 1 – falamos do duo lusitano Throes e da dupla angolana The Shine – este singular colectivo vindo da terra de Camoes com guitarras Rock, muitas batidas pelo meio adicionadas a overdoses de rimas ao melhor estilo “bue”, os Throes + The Shine contam na sua carreira com diversos trabalhos lancados, sendo de destacar “Rockuduro” (2012) bem acolhido pelos seguidores dos Buraka Som Sistema e visto pela midia como mais uma nova banda “Made in Pt” com sotaque de Luanda a invadir as pistas de danca de Lisboa e do resto da Europa. Com “Mambos de Outros Tipos” (2014) acelerando pela Lusitania e passando a fronteira rumo a festivais pela Belgica, Franca, Holanda e outras dancantes paragens,  os Throes + The Shine viriam a reforcar seu espolio discografico (e fama) com outros registos como “Batida”, “Tipo Ya” “Hoje e Festa” seguido do lancamento de “Wanga” (2016) que contou com a participacao de diversos nomes da praca da musica electronica tuga e internacional como Da Chick, Pierre Kwenders entre outros, num autentico cruzamento sonoro de tendencias dancantes “worldwide” que chegam assim de forma acelerada no Feedback.

Rockuduro = Throes + The Shine

Do Jazz para o Funana “old school” de Bitori Nha Bibinha no Feedback

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Historico tocador de gaita de Santiago que em Maio ultimo foi homenageado no glamoroso CVMA versao 2017, Bitori Nha Bibina e a sua gaita visitam o blog Feedback para contentamento da nossa audiencia apreciadora do melhor Funana “fincadu si”. Com uma carreira iniciada na epoca do Colonialismo quando o Funana era reprimido pelos “mandrongos” antes de ser perpetuado posteriormente pelos Bulimundo de Katchas, Bitori Nha Bibinha, aka Victor Tavares, so viria a ver seu trabalho (re)conhecido decadas depois com o lancamento em 1997 de “Bitori Nha Bibina” que anos mais tarde, mais precisamente em 2016, seria reeditado com o nome de “Legend of Funana” pela editora Analog Records (Alemanha). Mestre de um estilo que conta nas suas fileiras com outras grandes lendas como Sema Lopi ou Code di Dona, o longo percurso de Bitori Nha Bibinha na musica tradicional de Cabo Verde fica tambem marcado pela sua parceria com Chando Graciosa por entre muitos palcos europeus nos anos 90 que o ajudaram a cimentar seu nome como um dos maiores mestres do Funana. Famoso por temas como “Tchora Pobreza” ou “Bitori Nha Bibinha”, este musico sempre na “descontra” quando o assunto se trata de receber homenagens tardias, chega entao ao Feedback com o melhor do Funana “old school”.

Bitori Nha Bibinha, a lenda do Funana no blog sem acento(s)

Feedback em “Dose Dupla” no Burkan com Camilo Montrond Fontes

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Em mais uma incursao pelo Cabo Verde musical, Feedback, o blog “di terra”, viaja para o Fogo para conhecer o trabalho de Camilo Montrond Fontes. Jovem trovador de Cha das Caldeiras, este foguense de gema ficou conhecido nos ultimos anos como uma das novas caras da musica tradicional vinda da famosa Cha, comunidade que em 2014 foi abalada por uma erupcao vulcanica que destruiu boa parte deste historico povoado. Cantando nas suas musicas a dura vida de Cha – os novos Rebelados do Sec. XXI – Camilo Montrond Fontes tem no seu percurso musical dois trabalhos lancados: “Saluss” de 2013 e “Simplicidade” de 2015, ambos pela produtora austriaca Nos Ku Nhoz. Trazendo no seu ultimo album as sonoridades tradicionais do Fogo condimentadas com outras influencias musicais criolas que fazem lembrar nomes como Norberto Tavares e Vadu, Camilo Montrond Fontes chega assim ao Feedback com dois bons momentos “di terra” vindos do sempre quente (e peculiar) Burkan.

Os sons do Burkan em “Dose Dupla” com Camilo Montrond Fontes

Death Grips instalam o caos sonoro no Feedback

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Catalogados pela critica com o singelo titulo duma das bandas mais caoticas do a(c)tual cenario alternativo, os “mercanuz” Death Grips trazem ao Feedback a sua louca sonoridade que tem vindo a fazer mazelas um pouco por todos os 4 cantos do Mundo. Formados em 2010, os Death Grips lancariam em 2011 seu primeiro trabalho intitulado “Exmilitary”. Numa esquizofrenica fusao de Hip Hop com Electronico, Punk e Metal, o posterior e super acelerado “The Money Store” de 2012 levaria este colectivo a percorrer os EUA espalhando a (des)ordem do caos por todos os bares e festivais por onde passaram. Envoltos na filosofia DYI (Do It Yourself) pouco dado ao corporativismo, os Death Grips iriam lancar em 2013 “Goverment Plates”, album que circulou “for free” pela Net para contentamento da crescente legiao de seguidores deste caotico trio americano. Com a critica rendida a furia sonora vinda de outros posteriores trabalhos como “The Powers That B” (2014) e “Bottomless Pit” (2015), o afamado caos sonoro marca entao presenca no Feedback com este louco trio vindo dos States.

Feedback de volta ao Nho Djunga e a Mindelo (2a e ultima parte)

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De volta ao palco mais “cult” de Mindelo, Feedback tem o prazer de trazer a 2a (e ultima) parte da materia dedicada a celebre Livraria Nho Djunga. Em mais um post sem acentos tipico do blog de facto, e nao de fato, Feedback adentra na noite de Sao Vicente na companhia de alguns ilustres amigos e outras tantas figuras deste “point” da cultura da Ilha Pirata. Ponto de encontro dos boemios musicos locais e lugar a ter em conta por todos os forasteiros que visitam o Porto Grande atras do “kel feel” da simpatica Sao Vicente, o Nho Djunga permanece como uma das maiores referencias da parodia mindelense e palco de passagem fora de horas dos mais renomeados musicos “roda n’altura” da terra dos Mandingas. Numa viajem pela noite sao vicentina iniciada as portas do Nho Djunga por entre boa musica, 4 (ou 6?) Superbock’s, uma pizza na Ribeira Bote com Spenk e Nho Mario e a posterior maxima “What happens in Soncente stays in Soncente”, o redactor do blog pirata tem assim o prazer de compartilhar com os selectos visitantes mais uma incursao visual jornalistica contramao ao puro estilo Feedback pela sempre emblematica (e querida) Ilha do Monte Cara.

As portas da boemia de Mindelo…

Canto da Musica

“All set up”

Selecta audiencia

“For sale”

Filhos da Morada

Cor(es)

Spenk num momento “And Nothing Else Matters”

Uma homenagem a um velho camarada

Recordacoes

Sons d’Soncente

Primos

Momentos de relax com bons amigos

Musica erudita

Info Cabo Verde

Aquela hora de restabelecer energias na Pizzaria La Napolitana na companhia de Spenk e Mario: dois lendarios nomes do Rock de Sao Vicente

A prova que Zorro tambem foi um “pizzaiolo”

“Bo tem certeza ke La Sustenido Nho Mario…?”

Hora do Colesterol

…e uma passagem pela La Bodeguita para uma rapida sessao de autografos

De volta ao Nho Djunga

Palco de (des)conhecidos

Plateia intimista

A vez de Jota

Blues criolo

Nho Mario

“Made in CV”

Momento de equalizacao

Stone e Mario: uma dupla de peso

Boa musica

“Chill out” na Morada

E a noite de Mindelo ainda e uma crianca…

Do zumbido do Kotxi Po para o Rock Psicadelico dos Mazzy Star no blog sem acento(s)

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De volta a activa depois de um fim-de-semana prolongado com direito a muito Kotxi Po matinal pelos lados do Palmarejo, a redaccao pirata tem o prazer de trazer os Mazzy Star a atribulada sintonia do Feedback. Trazendo nas suas composicoes a heranca psicadelica dos The Doors e The Velvet Underground, os Mazzy Star de Hope Sandoval e David Roback seriam uma das grandes caras da musica alternativa americana dos anos 90. Nascidos das cinzas dos Opal, esta formacao viria a lancar em 1990 seu primeiro (e classico) album “She Hangs Brightly”. Bem recebido pelos fas do Rock alternativo, os Mazzy Star continuariam a construir sua solida reputacao Indie com o emblematico “So Tonight That I Might See”  (1993) que veio a atingir o auge mediatico em 1994 com a soturna faixa “Fade Into You” que galgou a tabela dos Top 40 nos EUA. Alergicos aos 15 minutos de fama e a entrevistas na MTV, a dupla Hope e Roback iria posteriormente lancar a bela “Among My Swan” (1996) antes de entrar num longo hiato criativo por entre projectos paralelos no submundo psicadelico com membros dos The Jesus & Mary Chain e My Bloody Valentine. Com “Seasons Of Your Day” (2013) sendo seu ultimo registo discografico, os Mazzy Star aportam no Feedback como um dos grandes nomes da musica psicadelica “worldwide” das ultimas decadas.

mazzy-star

A psicadelia dos Mazzy Star no tambem “psic” Feedback