Depois de um nao muito curto periodo de afastamento, Reporter X volta para nos fazer ciumes com a sua cobertura subversiva, sem pontuacao, virgulas e pontos finais no “Rock en Seine”

"Feedback News"

Desaparecido dos midia subversivos, mais particularmente do mais underground e representativo do panorama musicalo-subversivo caboverdiano – do blog Feedback  é claro! – Reporter X faz o seu “comeback” depois de ter acompanhado “in loco” revoluçoes, manifestaçoes anarquistas, coloquios subversivos e muito mais. Depois de um descanso merecido nas  inspiradoras montanhas do Tibete (ou seria Pico d’Antonia?) afinei o meu “lapis” e descarreguei um post. Apos uma reuniao com a cupula directiva e subversiva do  Feedback liderado pelo intratavel El Ditator e seu braço armado Redy, na impossibilidade de cobrir o Afro Punk 2012 saiu-me a lotaria e o direito de cobrir o emblematico festival europeu Rock En Seine (em Paris!!!!). Com um budjet reduzido, a promessa “antes tarde do que em 2019” de mais Kit’s Feedback fiz-me a vida para assitir a esta verdadeira maratona musical. Um verdadeiro “zig zag” sonoro…

Cartaz do “Rock en Seine”

Até consegui ver um emblematico grupo do movimento Afro Punk, os putos The Bots. Digo de passagem que ainda precisam de crescer, e que se calhar  J. Marshall & The Pool Band faria melhor… muito melhor. A maratona musical continuou com a sonoridade divina dos  Deus (o grupo) que apesar da idade mantém o fulgor da juventude. Falando em juventude, a grande surpresa foi Mark Lanegan, um pilar do grunge e a sua horde de demonios interiores (Tom Wait tem herdeiros). Seguiu-se  os The Black Keys talvez a cabeça de cartaz desse dia, com uma enchente a rondar os 20 000 cabeças. Nao, nao estava sozinho… Na correria duma cena para outra, entre duas cervejas e um cha de planta medicinal “cruzei ” com  os Eagles of Death Metal que fizeram meus pes despregar do chao com  riffs potentes e uma presença em palco alucinante. Depois foram duas horas de grupos desconhecidos mas nem por isso maus, tipo Hyphen Hyphen, The BeWitched Hands, Alberta Cross, etceterea etcetera. Mais uma cerveja (historia de ter um final feliz com uma arvore), alucinei-me com Maximo Park de volta aos velhos tempos depois duma paragem de dez anos. Nice…

Na vida boa de ver Mark Lanegan e os Eagles Of Death Metal pelo “Rock en Seine” enquanto o intratavel El Ditador permanece dando uma de “menine drete” das 8 as 5, Reporter X foi flagrado neste concerto pela camara subversiva do blog Feedback curtindo “kel sabura de Paris”…

Ja bem aquecido graças, diga-se de passagem, a uma garrafinha d’agua de cana descobri os Temper Trap vindos da Australia com um Rock melodico e limpido. Uma verdadeira onda australiana… Continuando na “good vibe”, os The Black Seeds plantaram as sementes do reggae futurisco vindos da Nova Zelandia. Boa banda a descobrir… Mas a banda que mais me marcou nessa maratona musical foram os Toy. Com uma sonoridade sonica – nao gosto de comparar mas lembram-me os Joy Division com uma pitada de Sonic Youth – os Toy mesmo relegados a um palco menos vistoso nem por isso deixaram de ser “o grupo” desse festival, pelo menos para mim…

Toy, a banda que fez despertar Reporter X da letargia subversiva…

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