“Metal Zone” vai à morgue para conhecer os medonhos Autopsy

"Metal Zone", Djodje

Minimalistas e precursores do Death Metal (ou seria Grindcore?) “eighties” mais corrosivo, os Autopsy são até à data uma das referências deste estilo que como é sabido tem poucas chances de entrar no CVMA a ser realizado em Março próximo. Mesmo nunca tendo tido a mesma visibilidade de seus comparsas Death, Cannibal Corpse e Obituary, bandas vizinhas da Flórida, um estado norte-americano conhecido por na década de 80 trazer das “tumbas” e dos INEM´s da vida algumas das bandas mais pesadas e medonhas deste cenário musical, os Autopsy em sua curta carreira deixariam marcas sonoras, sendo este post, feito por um fã confesso, uma espécie de homenagem a estes perturbadores sonoros. Formados em 87 por Christ Reifert, ex baterista dos antológicos Death, e por Eric Cutler e Danny Coralles, os Autopsy lançariam seu primeiro álbum “Critical madness” em 1990 numa época de ouro deste estilo nos States onde bandas como os Death, Obituary, Atheist, Morbid Angel entre outros travavam intensas batalhas sonoras com seus “primos” ingleses Carcass e Napalm Death, outras grandes referências desta sonoridade que, a nosso ver, teve seu auge no final da década de 80 e início da década de 90.

Autopsy: a banda que nunca fez um Zouk Love em toda a sua carreira…

Cheios de mórbidas histórias de necrotérios e morgues para contar, os Autopsy iriam dinamitar os mais inocentes ouvidos nos anos de 91 e 92 com o lançamento de algumas “pestes” sonoras subversivas como “Fiend of blood” e “Acts of unspeakable” que pela sua capa fazia “Thriller” de Michael Jackson parecer “brincadeira dji criança”. Marcados por serem uma das mais sinistras bandas deste estilo, não somente pelas letras e capas para lá de “psic”, os Autopsy também são referenciados pela voz gutural de seu sombrio vocalista Reifert (que segundo dados não confirmados pela Uhau! tomava sempre “kel grogu fédi” antes de subir aos palcos). Em 95 esta banda viria a lançar seu derradeiro trabalho, de nome “Shiftgun”, cessando as suas hostilidades sonoras nesse mesmo ano para tristeza dos metaleiros estudantes da anatomia subversiva e para alegria dos fãs de Bon Jovi, Brian Adams, Duran Duran entre outros “snipers” do M.D.C.

Será que você teria a coragem de encarar um dentista (ou no pior dos casos uma sala de operações…) ao som de “Severed survival” dos Autopsy?

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