“Dando moral a quem merece…” com os Ratos de Porão

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O Punk é pesado e o Metal mais ainda, mas quando se junta estas duas sonoridades a coisa torna-se barulhenta. E do caos faz-se arte. Sendo assim, vejo e sinto os Ratos de Porão como uma obra de arte. A ordem no caos. Nascidos nos anos dourados do movimento Punk paulista, finais dos anos 70 e início dos anos 80, a tribo mamífera roedora criada pelos “brothers” Jão, Betinho e Jabá, vulgo Ratos de Porão, fazem a sua primeira aparição no festival punk “O Começo Do Fim Do Mundo” em 1982, festival que visava cimentar a paz entre os grupos punks rivais da cidade de São Paulo. Digamos que foi o baptismo de 30 anos de sucesso e controvérsia. O primeiro álbum intitulado “Crucificados Pelo Sistema” só sai em 1984 com a integração na banda do irreverente João Gordo, período em que se enterrou o movimento punk paulista obrigando os Ratos a fazerem um pequeno hiato musical.

Ratos de Porão hasteando a difícil (e conturbada) bandeira do movimento Punk (ou seria Green Peace?)

A banda regressa um ano depois sem Gordo, que reintegra o grupo dos camaradas meses mais tarde numa versão crossover thrash patente no lançamento do segundo álbum “Descanse Em Paz”. Esta viragem foi considerada por alguns fãs como uma traição ao movimento punk. A partir daí não param de coleccionar álbuns que a minha preguiça dominical não deixa dizer quais (por serem muitos). No entanto, convém dizer aos nossos “zibilhões” de fãs Feedback que em 1995 a malta “go back” às raízes e lançam “Feijoada Acidente” a gozar com os “Spaghetti Incident” dos Guns N’ Roses, segundo o Wikipedia. Apressando o post, depois de outros tantos álbuns subversivos, lançam “Homem Inimigo Do Homem” em 2006 e negociam actualmente com o Feedback Records, o lançamento do álbum “Anarchy In Mindel Town” em troca de 30000 toneladas de sandes d´atum do Café Lisboa em Mindelo. E longa vida aos Ratos… de Porão.

“Qual será o próximo alvo da América?”, música que ganhará uma nova versão 2011 com a integração por um dia do Repórter X na tribo para a gravação do tal álbum sobre anarquia no Mindelo

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